Bacharel em Gestão de Cooperativas pela Universidade Federal de Viçosa (UFV) com mestrado em Extensão Rural (UFV) e doutorado em Desenvolvimento Regional pela Universidade Federal do Tocantins (UFT). Atualmente é professor adjunto IV no curso de Administração e coordenador do Programa de Pós-graduação em Desenvolvimento Regional (PGDR/UFT) e colaborador do Programa de Pós em Gestão de Políticas Públicas (GESPOL/UFT). Fundador do Núcleo de Estudos Rurais, Desigualdades e Sistemas Socioecológicos (NERUDS). Lidera o Grupo de Pesquisa e Extensão "Cooperativismo, Extensão Rural e Processos Participativos". Membro do Comitê Internacional do SIBEP.
RESILIÊNCIA COMUNITÁRIA COMO ALTERNATIVA PARA O DESENVOLVIMENTO REGIONAL EM FACE DAS TRANSFORMAÇÕES SOCIOECOLÓGICAS NO JALAPÃO, TOCANTINS
Título da Publicação
RESILIÊNCIA COMUNITÁRIA COMO ALTERNATIVA PARA O DESENVOLVIMENTO REGIONAL EM FACE DAS TRANSFORMAÇÕES SOCIOECOLÓGICAS NO JALAPÃO, TOCANTINS
Autores (Pesquisadores)
Autores
Cleiton Milagres
Ano de Publicação
2022
Revista/Veículo
Desenvolvimento e Meio Ambiente
DOI
10.5380/dma.v59i0.75460
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Resumo
O Cerrado é o bioma brasileiro que mais sofreu alterações com a ocupação humana, principalmente com a crescente expansão agrícola, que tem ocasionado um progressivo esgotamento dos seus recursos naturais. É nesse bioma que está o Jalapão; uma região marcada por inúmeros projetos de desenvolvimento e por uma população que tem sido constantemente beneficiária de políticas públicas. A região viu-se afetada em tempos recentes pelo estabelecimento de unidades de conservação e pelos seus atrativos turísticos, que têm alterado em muito a dinâmica socioeconômica local. Aos vetores de câmbio temos que acrescentar a existência de grandes áreas do agronegócio destinadas ao plantio de soja. Este trabalho tem por objetivo compreender as adaptações da comunidade jalapoeira dos municípios de Mateiros e São Félix do Tocantins a este contexto desde a perspectiva do conceito de resiliência: como esta se manteve para se adaptar diante das adversidades que impactaram seus recursos comunitários e seu modo de vida no sistema socioecológico do Jalapão. A pesquisa incorporou três estratégias metodológicas: a análise bibliográfica, a documental e a pesquisa de campo. A consideração do Jalapão como um sistema socioecológico permitiu a identificação das interações entre as comunidades e a natureza para comparar com as mudanças acontecidas. A capacidade adaptativa dos jalapoeiros frente aos três grandes choques – a criação das unidades de conservação, o turismo e o agronegócio – demonstraram que a identidade do jalapoeiro pode ser entendida como uma metáfora da resiliência do sistema que passou por inúmeras transformações sociais, econômicas, ambientais e culturais. A perspectiva adotada é uma ferramenta útil frente à identificação das forças e potencialidades do sistema socioecológico e, portanto, uma forma de encontrar mecanismos para a superação das dificuldades e ajustes às transformações pertinentes para o Jalapão.
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